A centralidade da conexão entre a mente humana e a máquina, no contemporâneo hiperconectado, produz uma profunda e decisiva alteração nas formas como se constituem e se constroem as novas identidades, sociabilidades e sensibilidades dos indivíduos. Self e redes digitais se interpenetram e se criam em relações de mútua interdependência; máquinas e tecnologias tornam-se extensões do corpo; identidades eletrônicas e avatares circulam no ciberespaço, constituindo novas formas de habitar e de existir no mundo, e a internet torna-se via estruturante da produção, circulação e compartilhamento das expressões, emoções e da própria ação social. (PASSARELLI, 2014)

Em tempos de hiperconectividade (ou conectividade continua), da Internet das Coisas (IoT) , do Big Data  e da Inteligência Artificial (IA) não mais podemos fugir da reconfiguração das relações sociais e de suas estruturas de poder, da nova economia e da nova educação, num fluxo e refluxo contínuo das interfaces de mediação da informação e da comunicação. Assim, nessa cultura do remix novas lógicas, novas semânticas e novas leis emergem para dar conta da nova ordem social que se constitui e se organiza nas interfaces (tanto homemXmáquina como máquinaXmáquina) como superfícies de mediação das relações sociais que se organizam numa nova ecologia das redes.

As inquietações acerca da reconfiguração das relações humanas em suas diferentes instâncias também ecoaram em organismos da Comissão Européia e da UNESCO em anos recentes, convergindo para a realização,  em 2014 , do primeiro forum europeu para elaborar políticas de inclusão da educação para os media no currículo europeu da educação básica. Outro objetivo do evento era promover a expansão da literacia para os media para a educação não - formal e para a educação informal incluindo comunidades carentes , bem como pessoas com deficiencias. O evento almejava,  inclusive a criação de plataformas internacionais de colaboração como o Capítulo Europeu da Global Alliance for Partners on Media and Information Literacy (GAPMIL) e o European Media and Film Literacy Observatory entre outras. (maiores detalhes podem ser obtidos em  http://www.europeanmedialiteracyforum.org/2014/03/launch-of-first-european-media-literacy.html  )

Para solucionar esse problema, é preciso da internet, dos ambientes virtuais de aprendizagem, mídia, da informação e do diálogo intercultural. Há um hiato, em que umas regiões são mais conectadas que outras. É preciso ensinar e educar as pessoas a usar a informação, pois ela é a principal arma contra o analfabetismo e a pobreza em geral. Só o diálogo intercultural e uso de mídias digitais e que se pode reverter essa situação.. O segredo não é ensinar as pessoas o que pensar, e sim como pensar.

E o uso de serviços pela internet é uma realidade que facilita a rotina, tão intensa nos dias atuais, das pessoas e não seria diferente na vida dos educadores e com implantação da BNCC, que entre várias inovações, traz a proposta de um olhar mais atento para Cultura Digital, dessa forma a formação com a utilização de meios digitais se torna muito relevante. A possibilidade de ter acesso aos conteúdos da trilha formativa a qualquer lugar e horário é uma forma de atender a um grande número de educadores da rede municipal de educação através da formação a distancia por meio de plataformas digitais.

Neste sentido é que esta plataforma foi desenvolvida, por e para os educadores ampliarem seus potenciais.